segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Persona



Lançado no Brasil em 1975, edição privada, em long-play mono de 10". Obscura banda progressiva experimental, pré-Tutti-Frutti. Interessante sonoridade em gravação precária, parecendo ter sido feita em uma pequena garagem, com gravador K-7 doméstico de 2 canais!!!

FICHA TÉCNICA
Locução - Roberto Campadello
Canto - Carmen Flores
Guitarra, Echo Play Efects e Gaita - Luís Carlini
Vioão - Lee Marcucci
Percussão - Franklin Paolillo


Faixas:
01. Introdução - Monte
02. Céu
03. Terra
04. Fogo
05. Água
06. Vento
07. Lago
08. Trovão



Fazer o download de Persona - Som (1975).

Equipe Mercado, Som Imaginario, Modulo 1000 e A Tribo - Posições (1971)

Faixas:
01. Kyrie - "A Tribo"
02. Marina Belair - "Equipe Mercado"
03. Curtíssima - "Módulo 1000"
04. A Nova Estrela - "Som Imaginário"
05. Ferrugem E Foligem - "Módulo 1000"
06. Peba & Pobó - "A Tribo"



Lançado pela Odeon em 1971, esta rápida coletânea (menos de 1/2 hora) pretendia mostrar o que havia de novo no cenário musical brasileiro. Foi lançado de uma forma tímida e quase desacreditada, sem nenhum alarde. Na verdade de todas essas bandas, a mais duradoura teria sido o Som Imaginário (que durou de 1970 até 1974).

As outras bandas (com exceção do Módulo 1000 que gravou um LP em 1972) apenas registraram compactos na história da música brasileira. Porém, o fato de não terem sido absorvidos pela indústria fonográfica não tira a primazia e beleza das composições.


A Tribo era formada por Nelson Angelo, Joyce, Novelli, Toninho Horta e Naná Vasconcelos (depois substituido pelo Nenê da bateria). Atuou no cenário artístico no início dos anos 70. Em 1970, classificou a música "Onocêonekotô" (Nelson Angelo) para a final do V Festival Internacional da Canção.

Equipe Mercado, grupo formado por Diana (voz), Leugruber (guitarra), Ricardo Ginsburg (guitarra), Stul (violão, baixo, piano e voz), Carlos Graça (bateria) e Ronaldo Periassu (percussão) em 1970 na cidade do Rio de Janeiro, tendo como influência maior o rock psicodélico dos anos 60. Lançou em 1971 um compacto simples com as músicas "Os campos de arroz" e "Side b rock", encerrando suas atividades no ano seguinte.

Som Imaginário, grupo formado em 1970 por Wagner Tiso (teclados), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão de 12 cordas), Luiz Alves (baixo), Laudir de Oliveira (percussão) e Zé Rodrix (órgão, percussão, voz e flautas). Nesse ano, com a participação de Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra), dividiu o palco com Milton Nascimento, apresentando o espetáculo "Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário".
Ainda em 1970, gravou seu primeiro disco, "Som Imaginário", destacando-se canções como "Feira moderna" (Beto Guedes e Fernando Brant) e "Hey man" (Zé Rodrix e Tavito).

Módulo 1000, formado por Daniel (guitarra e voz), Luís Paulo (órgão), Eduardo (baixo), Candinho (bateria) na cidade do Rio de Janeiro em 1969. Conjunto de curta duração, seguia a linha "hard rock" mesclada com o blues. Em 1970, participou do "V Festival Internacional da Canção" e lançou pela Odeon o compacto simples com as músicas "Big mama" e "Isto não quer dizer nada". No ano de 1972, pela Top Tap lançou o LP "Não fale com as paredes". Encerrou as suas atividades em meados da década de 1970, tinha guitarras gritantes e uma bateria pesada ao estilo Led Zeppelin.

Texto extraído do blog Mopho Discos.

Claviceps Purpurea - Entre o Arco e o Pote (2008)





Faixas:
01. Casa da Cura
02. Cordeiros da Noite
03. Ira das Máfias
04. Alien I
05. Chicote Industrial
06. Alien II
07. Jaula dos Bugres
08. Oito de Maio



No ano de 2005, reúnem-se em uma sala de ensaio Luís Machado, Felipe Zen, Marciel Borba e Daniel Fisher para desmanchar um antigo projeto musical e fundar a banda Claviceps. A iniciativa foi expandir sua liberdade criativa em novas composições, bem como assumir um compromisso com uma proposta nascente de outros grupos da cidade de Brusque (SC) em produzir música de forma independente.

As primeiras composições foram marcadas por uma forte veia grunge revelada em músicas como: "parafuso", "o vírus" e "não me importo com você". Mas em pouco tempo, os trabalhos ganharam elementos crescentes do rock psicodélico caracterizados em uma primeira canção do gênero, "o homem do paletó". Com a entrada de Jean Hochsprung como segundo guitarrista, as canções adquiriram mais peso e novas texturas, assim como, a experimentação com falsetes encontrados na música "Luxúria". As cinco canções aqui citadas formaram o primeiro disco que leva como título apenas o nome da banda. Gravado entre o ano de 2005 e 2006, este álbum representou uma das primeiras materializações dos trabalhos das bandas independentes locais. 

A partir do lançamento do primeiro álbum, iniciam-se shows em diferentes locais da cidade apesar da resistência da indústria do entretenimento dominante que privilegiava exclusivamente os gêneros musicais "populares" (para não utilizarmos outras palavras menos cordiais nessa definição). Esta atividade de shows continuou até meados do ano de 2006 quando ocorreu a saída de Marciel Borba e, posteriormente, a saída de Jean Hochsprung, fato este que comprometeu temporariamente o andamento dos trabalhos da banda. 

Inicia-se uma nova fase. A banda passa a se chamar "Claviceps Purpurea". André Seco é convidado para compor e tocar as linhas de baixo. Luis Machado compõem no piano um novo repertório que assume de vez o rock psicodélico como paradigma. Dentre as canções destacam-se: "Casa da cura", "Alien I e II" e "Jaula dos bugres", (esta última com 10 minutos de puro experimentalismo). Estas canções somadas a "Ira das Máfias", "Cordeiros da noite", "Chicote industrial" e "8 de maio" formaram o álbum "Entre o Arco e o Pote" lançado em 2008. O lançamento deste álbum consagrou o trabalho da banda que passou a representar o maior nome da música independente local. 

A partir dai as atividades do Claviceps Purpurea persistiram em um novo volume de composições, shows seletos e letras cada vez mais labirínticas. Felipe Zen aplicou em sua guitarra uma gama de efeitos e distorções contundentes delineados pelo baixo marcante de André Seco. As linhas de bateria de Daniel Fisher tornaram-se mais marcadas dando mais velocidade ao som. Canções como: "Enceladus", o interlúdio "Além do vale das sombras" seguidas de "O espantalho" mostram estes novos elementos. Em outras canções percebe-se uma nova complexidade de arranjos onde os vocais acompanham as melodias, e em alguns momentos quase se confundem em seus efeitos. Trata-se das canções: "Perda total", "O impostor" e "De novo". Já "Branca de Neve" e "Flores de Jasmin" recuperam um romantismo trágico nas letras e melodias que contam com a beleza de um piano tocado de forma precisa. O conjunto destas canções somado a uma nova versão de "Homem do paletó", correspondem ao novo álbum da banda denominado "Merlot Cabriolet" (2011). 

Acompanhando este novo disco, há o clipe da música "Branca de Neve" que representou um esforço coordenado entre amigos em sua produção. Reunindo produtores, artistas plásticos, fotógrafos e atores, este clipe foi realizado de forma coletiva tendo como resultado mais do que um vídeo promocional, mas uma verdadeira prova de que a união faz a força e força faz a história.

Texto extraído do release da banda

Para contactar a banda ou comprar o seu mais novo disco, Merlot Cabriolet, é só mandar um e-mail parakamalaesidarta@gmail.com

Assistam o novo clipe da banda, com a música A Branca de Neve




Barata porquê?!


Psicodelia Barata 

Barata Psicodélica
A Barata.

 A origem do nome Barata  Psicodélica é resultado de várias percepções.

1-1 KafKA -  
Sempre tive uma estreita relação com a literatura e um livro que sempre esteve na minha cabeceira foi A metamorfose  de Franz Kafka. 
"Quando Gregor Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de inseto."


Gregor Samsa foi o único a se metamorfosear - se em um enorme inseto (barata), quanto ao valor de ser humano em seguida o amor e o carinho dispensado a ele por seus familiares também se metamorfoseou. 

1-2 Neste livro 
 Kafka faz uma profunda análise do valor sentimental e do interesse visível que os seres humanos demonstram ter, não por seus semelhantes, mas sim pelos bens materiais e no conforto que os mesmos podem proporcionar.
2-1 A Psicodelia
A psicodelia me encanta! em especial A Musica Lisérgica Brasileira
Psicodelia Brasileira! Um mergulho na geração bendita


2-2 MLB  Download: 

Liverpool (1970)
Ave Sangria (1974)
Lula Côrtes (1975)

Módulo 1000 Não fale com paredesPão com Manteiga
Persona
Rosa de Sangue
Damião Experiença Planeta Lamma 
Di Mello
Vímana
Arnaldo Baptista - Lóki
Walter Franco
...


3- A Barata
 por ser um animal pré histórico, por estar em vários lugares , por ser resistente. A barata é um inseto que sempre esteve está e estará presente em nossas vidas. Também por ser sinônimo de Barato.

4- Barata Psicodélica
Enfim barata, uma Barata que lê Kafka, escuta Música Lisérgica Brasileira, Conversa com os caramujos, Respira Manoel de Barros, é vídeomaker e diz ser experimental. 

Barata, Lápis aquarelável - Desenho Doug Belasco.

domingo, 27 de novembro de 2011

Sua galeria é aqui:

Coletivo de intervenções Efêmeras na Rua + SOMA
Um diálogo aberto com o expectador em trânsito e a arquitetura junto à paisagem que o convida a interação da estética  e do pixo.

se aproximar a ponto de experimentar para o conhecimento prático de intervencionar. Desenvolver, apropriar-se e (des)construir.
  • sua galeria é aqui: A rua é nois







sábado, 26 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

colorismo + sobre a fotografia colorida

sm (colori+ismo) Sistema ou escola de colorista.
Fotografia Colorida

Os experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia nem prevenir a cor de enfraquecimento.
A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell.
O primeiro filme colorido, o Autocromo, não chegou ao mercado antes de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata.
O primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em três emulsões coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o Kodachrome, são baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfacolor em 1936.





O filme colorido instantâneo foi introduzido pela Polaroid em 1963.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Projeção Mapeada no Corpo





Fotografia: Kérol Araújo
Modelo Performer: Moa Freitas
Projeção: Carla Veronese
Manipulação de Software: Moa Freitas
Edição 2011

Coletivo de intervenções Efêmeras


Criar, somar, interagir, questionar e modificar.
O coletivo de intervenções efêmeras é um bando! Pessoas afins, que estão juntas por uma questão de afinidades ou idéias. 
Temos uma estreita relação! De amor, amizade e respeito, além de todo profissionalismo claro! Contando com toda a liberdade criativa, somamos com um único propósito: Tornar idéias autogestionárias realidade!
 Documentamos o efêmero e observando o mundo com o olhar do expect’ator em trânsito, que modifica questiona e cria. É efêmero, por que todos podem participar! Todos os integrantes são figuras efêmeras e podem: aparecer, sumir, brigar, amar, desconstruir e realizar! Desde que Não subtraia, mas multiplique.
“E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto e passo aos olhos nus ou vestidos de luneta, passado presente Participo sendo o mistério do planeta.”

Seja muito bem vindo (a) ao Coletivo de Intervenções Efêmeras.

Experimentos Foto-Gráficos




Deborah Schulz fala sobre a Sound Circus


Deborah Schulz conta um pouco sobre o núcleo de criação Sound Circus Prcj 2011


Sobre a Sound Circus

Shita Yamashita fala sobre a Sound Circus round 8 núcleo de criação do projeto Rede Cultura Jovem 2011.


Parece que bebe - Caramujinho

Segundo Manoel de Barros, há um comportamentode eternidade nos caramujos. Segundo Itamar Assumpção Pra cima de Muáá não! 
Segundo Moema Freitas  CARVÃO.



Noite Multisensorial

Participação no Happening MULTISENSORIAL na semana de artes na UFES.
O Projeto Multisensorial consiste na criação e desenvolvimento de trabalhos multimídia, como exposições, videoinstalações, performances, happenings, além de produzir audiovisuais, como forma de expressão e indagamento social.
para saber mais.... www.multisensorial.tumblr.com

http://moafreitas.carbonmade.com/
http://moafreitas.carbonmade.com/




Que saudade

A nostalgia (Em)cantada. Da série: Os vídeos que eu Ganhei.



Editado por Cauê Tupinambá Bahia 2010
Imagem de arquivo : Bahia 2007/2008

VÊNUS DE MAMILOS


Experimento

Quickcan Modelo :
Experimentos com filtros y colores

TATAI CHAPADÃO - De Butuca 2008


De Andada - Vídeos Editados no Celular


Quilombo Groove - Vídeos editados no Celular


domingo, 20 de novembro de 2011

Bixo de pé - Uma Nudez Permitida --




FOTOGRAFIA: Náh Valiate e Cauê Tupinambá
Performer: Moa Freitas 

Ciclo de vivências TRÊS - Performace Tela Viva





ACredito que o homem utiliza o corpo para manifestar tradições, crenças, ou simplesmente, para desejo pessoal, que vai desde a pintura corporal até a estética da tatuagem.
Esta performace discute a relação que temos entre o corpo e a percepção, fazendo uso dele para além das questões biológicas utilizando o como suporte da alma.
A fim de experimentar, fazemos de sentimentos grafismos, onde o publico é convidado para pintar um corpo tela, de acordo com seu humor, seu dia, questionamentos... Desenhos ou palavras que demonstrem um sentimento ou um pensamento que o defina em sua essência.
Todo o processo será concebido por um corpo onipresente. Cada traço depositado representa uma vida, um sentimento, uma percepção que será materializada através da pintura corporal.
Um texto estará escrito em volta da mesa, quatro pigmentos de cores naturais estarão disponíveis assim como pinceis e tintas a base d’água.
Os olhos estarão vendados, afim de não identificar as pessoas que ali depositam seus sentimentos na tela.
Será projetado um vídeo arte, que eu mesma vou editar contando minhas percepções e vivencias com a pintura corporal a fim de demonstrar a sensação que sinto a cada pincelada concebida em meu corpo.


((BOOM)) 11/11/11

Quando o sol aparecer na data !!/!!/!!, o dia se preparará para uma onda de calor, uma diferença térmica capaz de explodir. Não é o fim dos tempos e nem a promessa de sol para o final de semana, não é nada previsível, são os artistas, é o público, somos nós - nus - ritos - rubros.

É um comboio de acontecedores-artistas aqui em Vitória, no Brasil, nas outras cidades, saberemos no dia.



Idealização: Allie Gates; Justine Massey [EUA]. Coordenação Local: Rubiane Maia; Tete Rocha [BRA]. Produção/Registros: Debora Klumb; Joana Quiroga; Kérol Araújo; LP Comério; Luara Monteiro; Magali Rancien; Marco Vianna; Marina Becalli; Paula Smith; Rafael Machado; Victor Pacheco. Designer: Hernik Carpanedo. Transmissão ao vivo: Bolor Live Arts; Grav. Artistas/Acontecedores: Alê Bertoli; Carolina Lyra; Casa Nº16, Coletivo Monográfico; Eleve Coletivo; Fabiola Melca; Filipe Borba; Gabi King; Henrik & Déia Carpanedo; Liliana Sanches; Marcela Mattos & Carol Pisa; Moa Freitas & Coletivo de Ações Efêmeras; Paula Smith; Pixx Fluxx; Rubiane Maia; Sdney Spacini; Stefânia Masotti; Tete Rocha; Vanessa X. Baliana; Victor Monteiro [ES]. Denise Alves-Rodrigues [SP]. Douglas Cortes; Marcela Antunes & Coletivo 13 numa noite [RJ]. Carlos Lima [RJ/PE]; Rafael Massena [ES/RJ]. Yuri Firmeza [SP/CE]. [...]


PROGRAMAÇÃO:
11:11 am à 5:11 pm: Plataforma Itinerante _ Ações/Acontecimentos. [Centro de Vitória _ Praça Costa Pereira e imediações]
11:11 am à 5:11 pm: Plataforma Fixa _ Projeção On line das Ações/Acontecimentos. [UFES _ Centro de Artes _ Cemuni IV]
7:11 pm à 11:11 pm: Plataforma Conjunta _ Ações/Acontecimentos/Projeções. [UFES_ Centro de Vivência; Galeria de Arte e Pesquisa]
10 pm: Plataforma Global _ Ação Coletiva em rede com todos os países participantes.

OBS _ O acontecimento (((BOOM))) de todas as cidades serão transmitidos on line viawww.theglobalboom.org

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Perfeição é para pessoas frias e calculistas Nós somos quentes e letristas.

Perfeição é para pessoas frias e calculistas
Nós somos quentes e letristas.

Os territórios livres temporários e a Sound Circus.


A idéia de território livre temporário foi sintetizada pelo TAZ (temporary Autonomous Zone), livro que serviu como uma inspiração essencial pra mim Moema Freitas ao escrever este texto. Em 2008 acabei vivenciando na prática a teoria de bando, sem nem ao menos estar ciente disso, o ocorrido se passou na cidade de canavieiras em um núcleo de Somaterapia Anarquista da qual tive o prazer e o desprazer de permanecer durante um ano.  Em Vitória me vejo em um papel efêmero de expectadora, que tem lá suas inquietações.
           Cuidar de uma lona de circo multicultural, nos faz pensar o tempo inteiro o que é um processo criativo, e de como nossa arte atua em cada espaço, desenvolvendo, somando, criando e modificando. Muitas vezes vejo como um tráfico de idéias onde cada um bota a sua  em questão na roda e a utiliza, alguns vendem, outros prostituem, nós marginalizamos. Pensar de forma coletiva não é fácil, nos questionamos o tempo inteiro sobre o papel de cada nuclear dentro do projeto, de forma que cada um assume de acordo com a sua área, em realidade funciona como uma moeda de troca. Amanha alguém pode chegar e dizer: “Olha, eu sou designer e gostaria de fazer o flyer da próxima festa”. Todos podem participar. 
De uma forma natural acredito que o evento acaba sendo uma celebração da contracultura, Não só na música como na linguagem artística do circo, do mambembe e de toda uma trajetória de vida de Deborah Schulz e Shita Yamashita que produziram o projeto sete vezes. É a primeira vez que o projeto Sound Circus está sendo montado no estado do ES , sendo 7 “Rounds” anteriores , O oitavo round foi contemplado pelo projeto Rede Cultura Jovem no edital de  2011, ainda em execução  estamos ansiosos para a estréia  da primeira festa Sound Circus  que tem previsão  de acontecer em dois lugares, Praia de Carapebus  na Serra (galeria de arte Odara Ondina)  e na Universidade Federal (UFES) em Vitória, contando sempre com a possibilidade de itinerância.
O movimento Sound System ainda é pouco conhecido e difundido aqui no estado.Posso perceber  algumas movimentações como o projeto GEO DUB que acontece todas  as quintas -feiras do mês na universidade federal. Caixas de som, pen drives e reggae now de altíssima qualidade, uma espécie de Dance a Dub contemporânea, e dos Vinil’s do Periférico Dub que vem movimentando essa cena há algum tempo. Também não deixaria de comentar sobre a Fogueirinha Vibe da qual eu mesma intitulo de a “maravilha contemporânea do experimentalismo”. Reuniões de pessoas (conhecidas ou não) para um fim comum onde “todos podem participar, mas nem todos podem permanecer por muito tempo”, esse termo foi sugerido graças à própria universidade federal que  constantemente tenta impedir as reuniões que acontecem sempre todas as terças-feiras, geralmente o mesmo discurso federal que vem desde a época da ditadura “Não pode, mas porquê¿!, não pode!”  Não vejo a fogueirinha como uma contestação, seus freqüentadores não se sentem nem mais nem menos, apenas fazem parte da celebração, se trata de um espaço aberto e todos podem participar, é uma zona de arte em transformação e a igualdade diante dos instrumentos percussivos,  um mix de tambor com citara, pandeiro com flauta, e um repertório encantador de vozes que cantam e encantam.
 Com todo o universo conspirando a favor a fogueirinha conta com a presença de seres intergalácticos que são sempre muito bem recebidos, principalmente nas calouradas do curso de ufologia.

Podemos combater o poder criando espaços sim (virtuais ou não) de liberdade que surjam e desapareçam o tempo todo. As provas de que essa estratégia funciona, Hankim Bey vai buscar  entre os piratas dos séculos  XVI e XVII, nos quilombos negros  da América e nas efêmeras republicas libertárias no inicio do século XX.